segunda-feira, 7 de julho de 2008

Warm details

Tive uma breve conversa com o Carlos. Basicamente convidou-me para ir viver com ele, meio a sério e meio na brincadeira. Pensei nessa hipotese tantas vezes enquanto estávamos juntos (e até algumas vezes depois disso...)!!
Claro que ia resultar, nós temos uma intimidade diferente por causa do que vivemos e como o vivemos, os nossos "amores da nossa vida" é que não íam achar muita piada xD Enfim, sorri por um bocadinho ao imaginar este cenário.


Isto tudo porque vou mudar de casa. Não consigo estar ao lado do Melo e não me sentir culpada e ao mesmo tempo com vontade de repetir tudo outra vez! Muito provavelmente isto é a confirmação de que as coisas com o Manuel estão mal (uma verdade bem verdadeira), que não estou preparada para uma relação tão séria, que ele afinal não é assim tão perfeito para mim. Eu sei, mas pelo menos ele dá-me estabilidade numa parte de mim, coisa que não estou preparada para perder. Já aconselhei muita gente a fazer exactamente o contrário mas pronto...
Hoje despedi-me do Melo. Estava mais gente à nossa volta, foi mais que obrigatório um comportamento bem discreto. Deu bem para eu sentir a tensão entre nós: um misto de vergonha/timidez, culpa, desejo e até alguma tristeza...
Tem de ser... Posso voltar a viver com ele daqui a uns tempos, quem sabe? Mas agora é desta distância que eu preciso para viver (minimamente) bem comigo própria...

Estivémos envolvidos poucas vezes (mas muito mais do que o devido...) mas em cada vez a intimidade aumentou e com ela a temperatura que se fazia sentir. Aconteceu com um silêncio e uma rapidez extraordinários que agora me leva a acreditar que se houvesse mais uma ia ser com muito menos roupa, com mais suor e mais pecado.
Passou de uma noite com beijinhos para outra com beijos mais quentes e menos inocentes com algumas carícias íntimas à mistura e depois para outra ainda mais quente em que pouco faltou para nos despirmos.

Esta última vez foi mais intensa...e pleasant! Sim, o meu lado mais primário e irracional adorou sentir os seus braços fortes à volta do meu tronco a puxarem-me para o seu peito quase nu, as suas mãos a acariciarem o meu rosto enquanto me afastavam as pernas para caber melhor no seu colo, os olhos fechados de tão intenso desejo, a boca a pedir sempre mais sem emitir um único som, aquela respiração ofegante que ainda me arrepia só de pensar... Consegui sentir o seu pénis a ficar erecto através das suas calças e das minhas... Admito que me deu algum gozo sentir que naquela altura ele era meu.

Faz-me falta este sentimento de aventura, com o Manuel é tudo politicamente correcto demais...

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